terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Fim de semana na fazenda

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais


Fim de semana trabalhando numa fazenda. Com essa vista, eu simplesmente amei trabalhar no sol quente.


domingo, 10 de janeiro de 2010

A semana


Uma semana observando o novo. Comparando (?). Pensando. Vendo que as coisas podem ser diferentes - e iguais.
Auckland é no mínimo interessante. Seja pela quantidade de nacionalidades diferentes nas ruas. Seja pela hospitalidade do povo. Seja por ter belos jardins e praças. Seja por simplesmente ser diferendo do que eu sou acostumada a ver. Seja por eu gostar de ver as coisas com novos olhos, tentando não buscar o que é mais comum.

Para mim tudo tem sido muito tranquilo, acho que tenho facilidade em me adaptar, a família dona da casa onde estou é legal; estou gostando muito da escola, de conhecer gente de tantos países diferentes (almoçar com duas alemãs, uma chinesa, uma francesa e uma brasileira); as refeições são diferentes das do Brasil; as pessoas que moram aqui são muito amigáveis, sempre que possível te ajudam; os raios solares são muito fortes; o vento é muito frio.

Imagem: Na frente do museu de Auckland

domingo, 3 de janeiro de 2010

Primeiros contatos

Cheguei ontem às 7:45 da manhã do dia 3 (horário de Auckland), como previsto.

Acreditem se quiserem, mas a parte mais difícil do vôo foi no aeroporto de Marabá, onde eu moro! Todos estavam preocupados sobre como seria em Congonhas, já que seria minha primeira viagem internacional e tals, mas lá foi super tranqüilo. Ah, o chato foi que em Buenos Aires ficaram com meu desodorante, protetor solar, rímel e delineador, eu não poderia levar eu uma necessérie, teria que levar em um tipo de sacola plástica – o que não fui só eu que descobri na última hora. Mas eu não me estressei nem um pouco.

Ontem não fiz muita coisa, já cheguei por volta das 9:30 na minha “homestay” , a dona da casa estava na igreja, fui recebida pela filha dela, de anos. Tomei meu café, a dona da casa chegou logo depois, fui numa mercearia aqui perto, arrumei minhas coisas no quarto – que vou dividir com uma Russa que chega dia 6, descansei um pouco, mas como pessoa agoniada que eu sou, fui andar aqui por perto, já que me aconselharam a esperar os outros estudantes (na mesma homestay chegou um chileno pouco mais cedo que eu, já estavam um casal de brasileiros num quarto e uma brasileira e uma mexicana dividindo outro) para ir um pouco mais longe, já que eu poderia me perder se fosse sozinha.

Bem, durante a caminhada pude ver casas com jardins muito bonitos, alguns senhores cuidando desses jardins, um neozelandês com um sorriso muito amigável na mercearia, uma senhora neozelandesa que me indicou um bom caminho pra andar (que eu não fui com medo de me perder hahaha), um lugar ótimo para se passear com cachorros ou crianças, onde vi três pais com seus respectivos filhos num playground, ah, não só nesse lugar, mas como em toda a cidade, as plantas estão sempre presentes! SEMPRE! Uma coisa que só percebi hoje (são 7:30 da manhã) é que simplesmente o pouco de sol que peguei me deixou vermelha!

Hoje devemos ir ao museu daqui a pouco =)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Novo.

Quem nunca sentiu um friozinho na barriga, como se fosse pular de um trampolim ou escorregar em um tobogã? Aquele medo do que ainda não se conhece, do que está prestes a acontecer, uma ansiedade...
Eu só sei que daqui a pouco vou fechar meus olhos e me jogar.

Só espero que dê tudo certo =)



Feliz Ano Novo A Todos! =D

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Banalização (ou valor real das coisas)

Se tem uma coisa que me preocupa é a banalização. De tudo. Da vida. Da amizade. Das pessoas. Do sexo. Dos sentimentos.

No post "dois perdidos numa noite suja" disse que provavelmente voltaria a falar sobre brigas que se iniciavam por um motivo banal (quem nunca ficou minimamente chateado por uma besteira?). Bem, não são só as brigas que começam por motivos banais. Morando numa cidade que ainda carrega resquícios da cultura de pistolagem, me espanto com as justificativas que se ouve pela morte de alguém "se fulano foi assassinado, alguma ele aprontou". Não que eu seja a favor de qualquer coisa que a pessoa possa ter feito, mas estamos tratando de vidas! E, de qualquer forma, eu penso que um erro não justifica o outro. Sou contra a pena de morte. Penso que deve-se pensar mais na "recuperação" dos presos, de uma forma que eles possam se integrar à sociedade de uma forma saudável (o que provavelmente não conseguiram antes).

Temos que parar de pensar "ah, todo mundo faz isso", se algo é errado, não vai passar a ser certo por todos estarem errando juntos. Isso serve para muita coisa, desde pirataria até um pequeno furto ("ah, ninguém viu mesmo, né?") ou um grande desvio de dinheiro público.
Como queremos falar tão mal do governo se faríamos o mesmo se nos dessem poder,co que provamos ao acharmos normais as pequenas coisas erradas.

Me impressiono com a facilidade de "amar" e "desamar" que as pessoas têm. Eu acredito que podemos sentir um carinho por uma pessoa rapidamente, mas não acredito que alguém se apaixone perdidamente todo mês, muito menos passe a amar uma pessoa que nem conhece direito depois de um beijo numa festa. É triste o valor que as pessoas dão para o seu corpo (nisso incluo os homens, ô coisa que me irrita é falarem "isso não é bonito para uma garota" ah, por favor, não é bonito para ninguém!).

Não digo que a banalização é um fenômeno recente, pelo contrário, basta voltarmos um pouco na história (guerras, perseguições, Coliseu ...) para veremos o quanto já melhoramos. Mas ainda temos muito o que melhorar.

Temos que prestar bem mais atenção no real valor das coisas - seja um pequeno momento com uma pessoa querida ou seja uma vida inteira; seja alguma coisa que te chateou ou seja um beijo que foi bom.

Claro que temos que ter o cuidado para não levarmos tudo tão a sério, mas tem coisas que são REALMENTE importantes. ( E coisas que damos um valor bem maior do que deveríamos).

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Ida a Imperatriz

Como disse no post anterior, dia 22(12/2009) fui a Imperatriz, uma viagem rápida, chegamos dia 23(12/2009). Começamos com algo, no mínimo, diferente, minha irmã (6 anos) acordando cedo, apressando as coisas para sairmos logo de casa, se não bastasse isso ela se mantém animada durante no início da viagem, perguntando se estava perto de 5 em 5 min, sem contar com a balsa, q ela confundia com valsa. Sim, atravessamos o rio Araguaia, que separa o Pará do Tocantins, de balsa, infelizmente não tiramos nenhuma foto da viagem, mas achei essa na internet. Eu particularmente gosto muito de balsas, andei pela primeira vez quando fui pra Palmas com meu pai, ano passado, acho que tudo o que não fazemos sempre acaba tendo um gostinho especial, mas ver um rio de 1km é sempre muito bom. Quando passamos pelo rio Tocantins (1030m, salvo engano) foi por uma bela ponte que acabou de ser construída a relativamente pouco tempo e separa o Tocantins do Maranhão.
Nos últimos 30 km começou uma chuva forte, que se manteve, não tão forte, durante o primeiro dia inteiro. Fomos ao shopping e passamos a tarde no hotel, por causa da chuva, no início da noite demos uma volta pela cidade, fomos a uma praça, a praça da cultura, onde se apresentaram dois corais (que não vimos por que só eu queria esperar o início da apresentação) de lá fomos comer uma pizza (bem ruinzinha, por sinal) no shopping (minha irmã já ficou feliz só por ter visto o papai noel haoeuhoaeuh).
No outro dia fomos ao Freitas Park Aquático, foi muito bom, fazia tempo que eu não ia a um (muito tempo mesmo, na verdade não tenho ido nem a piscinas ou a praias). Acho que não preciso nem dizer o quanto minha irmã gostou, mas o fato é que eu e meu pai também adoramos! A mamãe também gostou muito, apesar de não ter ficado parecendo uma criança pelos brinquedos. Essas fotos não estão mostrando tudo, mas a parte onde ficamos boa parte do tempo foi essa. Um momento engraçado foi quando eu estava subindo em um toboágua menor, para "animar" a minha irmã e o salva-vidas apita pra me dizer que eu não poderia descer naquele - poxa, nem era tão pequeno assim! haouehaoueh
Acho que até poderia considerar essa uma viagem não muito boa, por causa da chuva e de um primeiro dia que não deu muito certo, mas acho que só passar um tempo com a família (mesmo que com alguma briga) é sempre bom.
Resumindo, saímos do Pará, passamos pelo Tocantins e visitamos Imperatriz, no Maranhão, distante 223 km da cidade onde moramos, Marabá.

ouvindo: Julieta Venegas, Acústico MTV


PS: Bom natal =)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Das Férias, ou seria das Aulas?, ou seria da vida?

Desde ontem consegui começar a fazer pequenas coisas que eu gosto muito, isso me fez pensar "cara, como eu gosto das férias!". Na verdade sinceramente não me lembro de, nas férias, desejar a volta das aulas (apesar de que, na época de volta as aulas gostar de ajeitar o material escolar, gosto muito de caderno, de papeis). Também me lembro de ter vontade de passar mais tempo na cidade que eu morava (viajar pra casa de avô e ficar em casa numa cidade onde eu não conhecia ninguém não era dos melhores programas pra mim) pra ficar fazendo essas pequenas coisas que se pode fazer em casa quando não precisamos ir ao colégio. /Na verdade a escola não é das melhores coisas na minha cabeça, acho que é um lugar onde há bullying demais, onde se molda demais, onde pode trazer mais problemas do que realmente facilitar a formação da personalidade da criança e onde nem sempre são encontrados profissionais preparados para receber e educar adequadamente (não digo isso contra o professor, mas contra a desvalorização dessa profissão que merece bem mais atenção).
Talvez eu tenha sentido isso mais por ter uma cabeça muito "fechada" durante o período letivo, eu sempre priorizei até demais a educação formal, o que é um grande erro - nunca conseguirão prender a educação dentro de muros. Que besta fui eu por não ter tentado pintar mais camisas, montar mais quebras-cabeça, escutado mais lp's, assistido mais filmes, lido mais livros, passado mais tempo com minha irmã - sempre dando a desculpa de que era momento de aula, como se não pudesse fazer nada divertido durante esse período (até por que seria mentira demais dizer que não fazia isso pra estudar, nunca passei muito do tempo estudando, mas é verdade que passava pouco tempo em casa durante o período letivo, sempre tinha natação/tae kwon do, inglês, essas coisinhas). A verdade é que isso não passa de desculpa, a vida é sempre questão de prioridades, eu priorizei o comodismo da escola.
Fico mais preocupada ainda com minhas escolhas quando paro pra pensar: "então eu não acho prazeroso ir pra universidade?" Assim, sempre falamos em fazer o que gostamos, mas será que isso é realmente possível? Eu acho que é muito bom fazermos do nosso trabalho algo agradável, mas também acho que devemos construir nossa personalidade independentemente dele, é importante mantermos nossas diversões que não se relacionam com ele. Mas organizar nosso tempo nem sempre é tão fácil. Me vejo perdendo tanto tempo com coisinhas que não me levam a nada (seria esse blog mais uma dessas coisas? - prefiro pensar que não, prefiro pensar nele como uma forma de tentar organizar e descobrir melhor minhas idéias).
De qualquer forma, acho que nas férias temos mais tempo para fazer as coisas que realmente gostamos, para se conhecer melhor - e por que não para conhecer melhor quem gostamos?.
Amanhã devo ir com meus pais e irmã para Imperatriz (ainda não conheço), para voltar no dia seguinte. Não vou dizer que estou super animada para ir, até por detestar essa falta de planejamento do meu pai, mas não acho arrumar a mochila uma coisa muito difícil, então vamos lá!

ouvindo: LP The Beatles 1967-1970


Penny Lane
Composição: Lennon / McCartney

Penny lane there is a barber showing photographs
Of every head he´s had the pleasure to have known
And all the people that come and go
Stop and say hello

On the corner is a banker with a motor car
The little children laugh at him behind his back
And the banker never wears a mac
In the pouring rain
Very strange

Penny lane is in my ears and in my eyes
There beneath the blue suburban skies
I sit and meanwhile back

In penny lane there is a fireman with an hourglass
And in his pocket is a portrait of the queen
He likes to keep his fire engine clean
It´s a clean machine

Penny lane is in my ears and in my eyes
A four of fish and finger pies
In summer, meanwhile back

Behind the shelter in the middle of the roundabout
The pretty nurse is selling poppies from a tray
And though she feels as if she´s in a play
She is anyway

Penny lane the barber shaves another customer
We see the banker sitting waiting for a trim
And then the fireman rushes in
From the pouring rain
Very strange

Penny lane is in my ears and in my eyes
There beneath the blue suburban skies
Penny lane is in my ears and in my eyes
There beneath the blue suburban skies
Penny lane